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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como será a sua vivência da Quaresma?

Oi amigos, a paz!


Terminado o carnaval, hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja convida os fiéis a um período de reflexão e recolhimento, com duração de quarenta dias, período esse chamado de Quaresma.
A Igreja recomenda jejuns, penitências e orações, em preparação para as celebrações da Semana Santa, em que serão recordados os episódios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.


Já no primeiro dia da Quaresma, a Missa inclui a imposição das cinzas pelo Sacerdote, simbolizando a nossa fragilidade, o fim da nossa existência corporal. Por isso o padre diz: "Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar" (o padre também pode optar por dizer: "Convertei-vos e crede no Evangelho").


Nenhuma dessas duas recomendações parece estar sendo levada muito a sério. Há pessoas tão focadas em aproveitar os "prazeres da vida" que se esquecem de reservar um tempo para praticar atos de caridade ou de penitência. Parece absurdo para a sociedade moderna renunciar a algo que se gosta por um bem espiritual. Por exemplo, quando a Igreja obriga a abstinência de carne (além do jejum) na quarta-feira de cinzas e na Sexta-feira Santa, há pessoas que correm para o restaurante mais próximo que sirva frutos do mar, ou então preparam a bacalhoada em casa mesmo... Que sentido há nisso?


As pessoas não querem renunciar! Aquela passagem "quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga" (Mt 16, 24) está esquecida. Parar para examinar nossa ações e as consequencias delas é algo inconcebível, afinal estamos aqui para "aproveitar a vida"... Mas temos que ter em mente que "quem quiser ganhar a sua vida vai perdê-la, mas quem quiser perder a sua vida por causa de mim, vai ganhá-la" (Mt 16, 25).


A Quaresma é uma bela oportunidade para revisão de nossos atos, para procurarmos viver o Evangelho, renunciando a aquilo que nos afasta de Deus. 
Você me acompanha? 


Desejo uma Santa Quaresma a todos, com a Graça de Deus, meditando sobre o "Sacríficio Perfeito"  de Cristo para salvar a humanidade: 


"Quem pode saber?
Tantas versões pra uma mesma história
Lutar no escuro sem saber com que
Vários caminhos, uma só trajetória
Por que insistem em viver
Em um mesmo lugar, em pontas de facas?
Por que insistem em negar
Que o mundo de hoje se esqueceu como amar?
E a razão ninguém quer acreditar
Mil gerações não conseguiram mudar
Um destino sofredor
Como um animal caminhou ao matadouro
Pra salvar você
Pagou por nossos crimes pregado numa cruz
Um castigo que era para todos nós
Mas mesmo assim nunca deixa de amar
Aqueles que ainda o querem crucificar
Sangue que cai ainda em nossas cabeças
Pra tirar toda a culpa e pra que a gente não esqueça
Que ainda existe alguém"

(Rosa de Saron)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Zilda Arns, incansável defensora da vida

Olá amigos, hoje resolvi falar sobre uma mulher que foi exemplo para todos nós.


Em tempos de culto à morte, em que o governo tenta impor o decreto nº 7.037 (decreto na íntegra: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm), que aprova o Programa Nacional de Direitos (Des) Humanos, o qual inclui, entre outros absurdos, apoiar a aprovação de um projeto de lei que descriminaliza o aborto, o Brasil volta a sua atenção para a tragédia que se abateu sobre o Haiti.


Entre os mortos estava a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, uma incansável defensora do direito à vida, ferrenha combatente do aborto. Zilda morreu dentro de uma Igreja, em missão, colocando em prática o Evangelho. Muito coerente, ao mesmo tempo em que ensinava o cuidado às crianças mais pobres, defendia aquelas que ainda não haviam nascido. Sua opinião, como boa católica, era a mesma da Igreja (confiram nessa entrevista: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ENTREVISTA&id=ent0055).


Dra. Zilda partiu, mas nos deixou seu exemplo de vivência do Evangelho e de coerência. Declarava-se católica e seguia a doutrina, nada mais natural.


Dra. Zilda vive. A Pastoral que ela fundou continuará a atender crianças carentes, enquanto houver pessoas com boa vontade de ajudar.


Que Deus na sua infinita Misericórdia acolha a sua alma no céu. Os que ficaram por aqui vão precisar da sua intercessão.


Até uma próxima.
Fiquem com Deus.


Ao som de Anjos das ruas: "Choros, rangidos, almas pra salvar..."